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A importância da Curva S na construção civil

Cumprimento de prazo é uma questão relevante em qualquer obra, mas é uma tarefa complexa, porque depende de uma série de fatores. Neste sentido, quanto mais se obtiver informações e dados sobre o andamento da construção, mais fácil será a gestão do cronograma. E é aqui que entra a importância da Curva S na construção civil, ferramenta que compara o planejado x executado, permitindo que o gestor da obra equilibre os custos e o calendário, dentro de uma previsibilidade operacional.

De forma prática, essa ferramenta representa o percentual de um certo período (seja diário, semanal, quinzenal ou mensal) e o percentual acumulado ao longo do tempo. Dessa forma, demonstra o “volume” do desenvolvimento do projeto ao longo do tempo.

O gráfico ajuda a entender como funciona uma curva S:

Curva S na construção civil
Figura 1 – Fonte: Managing projects in organizations (2003)

A metodologia proporciona maior controle sobre o andamento da obra, porque:

> verifica o que já foi realizado;

> analisa o que ainda está em execução;

> e mostra como todas essas informações impactam no cronograma.

Também é possível ver onde houve gargalos e corrigi-los, minimizando o impacto no planejamento financeiro. Além disso, com a curva S é possível medir o desempenho do projeto. A visualização de determinados parâmetros é possível em qualquer fase e pode ser aplicada para detalhar diversas informações sobre a obra.

Vantagens da curva S na construção civil

Como se trata de uma ferramenta de controle gerencial de projeto, os gestores da obra conseguem direcionar uma série de decisões administrativas e financeiras, com base em dados que trazem mais segurança. Além disso, é possível  acompanhar custos, mão de obra e recursos alocados; definir o total de recursos necessários para a conclusão da obra;  e rever etapas ou realizar atualizações corretivas em casos de atrasos, problemas ou gastos excessivos.

Boas práticas

Para obter sucesso na aplicação e gerenciamento da curva S é preciso, primeiramente, uma rotina de controle, com a coleta de informações de forma precisa e constante, durante todo o período do projeto. Além disso, é necessária a realização da análise da linha de base, pois muitos projetos sofrem alterações, como mudanças de escopo, custo e prazo, o que acaba alterando o comportamento da curva.

Portanto, o gestor de obra precisa avaliar o impacto das alterações no projeto, a fim de definir a necessidade da colocação de uma nova linha de base.

A curva S demanda uma rotina constante de controle

Outro complemento importante para o gerenciamento é a possibilidade de colocar uma “linha de projeção”. Ou seja, uma nova linha de comportamento do projeto, que pode ser tratada como uma meta ou linha de recuperação, quando o projeto tem atrasos.

Gerenciamento de valor agregado

Quem utiliza a curva S também precisa entender sobre o gerenciamento de valor agregado (GVA), para fazer um ótimo planejamento de obra. Trata-se de uma ferramenta para determinar padrões e tendências no passado que possam ser bons prognosticadores do futuro e, dessa forma, analisar o desempenho quantitativo de um projeto, permitindo que a empresa faça a integração entre escopo, prazo e custo. Tudo por meio de uma comparação do avanço físico da obra com relação ao que foi orçado.

Imagine extrair índices que ajudam na mensuração da obra sobre quão dentro de prazo e custo a obra está. Isso é possível com o GVA, pois a metodologia transforma valor de custo em valor de prazo, traduzindo os custos e prazos em percentual de obra realizada.

Por meio do GVA é possível determinar a viabilidade econômica e ter uma previsão de custos aproximada sobre o quanto de recursos financeiros será necessário no projeto.

 

Fonte: Portal Sienge, por Gustavo Prata, engenheiro especializado em gerenciamento e planejamento de obras

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