Em meio ao avanço de grandes obras pelo mundo, cresce a busca por materiais de construção mais versáteis e entre as inovações recentes, destaca-se o desenvolvimento do cimento magnético, pensado para transformar paredes comuns em superfícies funcionais, permitindo fixar objetos com ímãs, sem furos ou parafusos, o que reduz danos e aumenta a flexibilidade na organização dos ambientes.
O que é cimento magnético e como ele transforma as paredes
Segundo o jornal La Nacion, o chamado cimento magnético é uma criação do argentino Marco Agustín Secchi, é um material que incorpora componentes ferrosos ou magnetizáveis à sua formulação.
Assim, a superfície se torna capaz de interagir com ímãs presentes em quadros, suportes e acessórios, funcionando como um painel magnético de alta resistência sem alterar muito o aspecto visual da parede.
A parede continua sendo uma superfície passiva, ou seja, não gera campo magnético próprio.
O magnetismo vem do objeto que se deseja fixar, o que abre espaço para aplicações em revestimentos internos, placas pré-fabricadas e sistemas de construção a seco, especialmente quando combinados a ímãs de neodímio.
Como funciona o cimento magnético na prática
O desempenho do cimento magnético depende da presença de partículas metálicas distribuídas na massa do material.
Após a aplicação e a cura, cria-se uma camada que interage com ímãs, dispensando buchas, parafusos e pregos na organização de interiores residenciais, comerciais ou educacionais.
A aplicação é semelhante à de um reboco fino: o produto é misturado com água e espalhado com desempenadeira.
Depois de endurecido, pode ser pintado ou texturizado sem perder a característica magnética, desde que a formulação preserve boa aderência, resistência mecânica e capacidade de atração.
Fonte: O Antagonista || Coluna Crusoé