Na Sodexo Brasil, a segurança psicológica está integrada à estratégia ESG e aparece vinculada à responsabilidade da liderança. “Ambiente psicologicamente seguro não é benefício, é condição para desempenho sustentável”, comenta Ana Menegotto, VP de Pessoas, Comunicação e ESG da Sodexo Brasil.
De acordo com a companhia, metas e indicadores relacionados à experiência do colaborador são acompanhados internamente, com monitoramento estruturado por meio de pesquisas de engajamento. Em 2025, a pesquisa contou com mais de 31 mil participantes e registrou 88% de favorabilidade no tópico diversidade, equidade e inclusão — dimensão que, segundo a empresa, inclui percepção de ambiente seguro e inclusivo.
Agenda de segurança e desempenho
Na Smurfit Westrock, iniciativas de bem-estar estão conectadas à agenda de segurança e desempenho industrial. A empresa afirma monitorar indicadores de clima, liderança e aderência cultural para orientar ajustes em programas de desenvolvimento e saúde ocupacional.
“Saúde mental deixou de ser um tema isolado”, destaca Andrés Acosta, diretor de RH da Smurfit Westrock no Brasil. “Hoje acompanhamos indicadores de clima e liderança com a mesma disciplina aplicada aos indicadores operacionais.”
Na BAT Latam South, indicadores de pertencimento e segurança psicológica integram o acompanhamento cultural. A companhia monitora dados de promoção, movimentação interna e representatividade sob diferentes recortes, além de avaliar metas formais relacionadas à construção de ambiente inclusivo, que influenciam remuneração variável da liderança.
“Quando vinculamos metas de ambiente inclusivo à avaliação da liderança, o tema deixa de ser cultural e passa a ser de gestão”, diz Monique Stony, diretora de Recursos Humanos, Cultura e Inclusão da BAT Latam South.
Ainda no Brasil, há diversos outros casos de empresas atentas à saúde psíquica dos colaboradores. Itaú Unibanco e Mercado Livre são exemplos de companhias que nos últimos anos anunciaram programas de apoio emocional e monitoramento de carga de trabalho.
O movimento não se limita a ações pontuais de bem-estar. Nos casos apresentados, o tema aparece vinculado a instrumentos de governança interna, métricas consolidadas e processos regulares de avaliação, passando a integrar estruturas semelhantes às utilizadas na gestão de risco ocupacional. Segundo a OMS, depressão e ansiedade figuram entre os principais desafios de saúde pública do século 21 — contexto que ajuda a explicar a ampliação da agenda corporativa sobre o tema.
Fonte: InfoMoney



