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Sete a cada dez imóveis foram vendidos com desconto em 2025, mostra Raio-X FipeZap

Entre os respondentes da pesquisa FipeZap, 71% afirmaram que compraram imóveis com desconto sobre o valor anunciado em 2025. O percentual é recorde no levantamento, existente desde 2014. Entre as transações com desconto, a média de redução do valor foi de 14%, o máximo observado na série histórica. A última vez que o desconto sobre o preço anunciado chegou a esse patamar foi em janeiro de 2020.

O número de imóveis usados representou 69% das transações no último trimestre do ano passado – menos do que no mesmo trimestre de 2024 (83%) e o trimestre anterior (79%), mas mais do que a média da série histórica, em 60%.

Entre os participantes, 73% avaliaram que os preços atuais estão altos ou muito altos (ante uma média de 66% desde o início da pesquisa); 17% avaliaram que estão em um nível razoável; 3% que estão baixos ou muito baixos; e 7% não souberam responder. A percepção de que os preços estão altos é menor entre os que compraram (64%). Entre os que pretendem comprar um imóvel, o percentual foi de 70%. Já entre os proprietários há mais de 12 meses, 75% acham que os imóveis estão caros ou muito caros.

Quanto ao objetivo para adquirir o imóvel entre os que já compraram, 67% responderam que o utilizariam como moradia, e 33% como investimento. No segundo grupo, a maioria (71%) pretendia investir para obter renda de aluguel, e os demais (29%) esperavam valorizar para vender.

Entre investidores, 80% dos que pretendem comprar um imóvel responderam que o fariam para obter renda com aluguel. Para os compradores e proprietários há mais de 12 meses, esse percentual é de cerca de 70%. Na faixa de renda dos investidores que adquiriram um imóvel nos últimos 12 meses, predominam os que recebem mais de R% 15 mil (64%). Mas, entre os que são investidores há mais de 12 meses predominam aqueles que recebem menos de R$ 10 mil, com 58%. Entre os que pretendem ser investidores, a maioria tem renda inferior a R$ 15 mil (60%).

O percentual de compradores em potencial que pretendiam adquirir imóveis nos próximos três meses atingiu o menor patamar dos últimos seis anos, aos 33%. Entre eles, 49% responderam que esperam comprar um imóvel usado, contra 9% que responderam “novo” e 42% que se disseram indiferentes.13% dos potenciais compradores pretendem adquirir visando investimento, e 87%, moradia.

A pesquisa contou com 733 participantes, entre compradores, compradores potenciais e proprietários que utilizam as plataformas Zap e VivaReal. A média desde 2014 é de 2.653 participantes por edição. Por ser voluntária, a amostra não é representativa do universo do mercado imobiliário brasileiro.

Entre os respondentes, a média de idade é de 56 anos, com concentração de 67% na faixa acima de 50 anos, seguida pela de 41 a 50 anos (17%) e de 31 a 40 anos (11%). O maior grupo de renda é daqueles que recebem acima de R$ 15 mil (28% dos que responderam), seguido pelo dos que recebem entre R$ 5 mil e R$ 10 mil (26%) e dos que recebem entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil (20%). A maioria é de compradores em potencial (33%), o que não exclui que já sejam proprietários, seguidos por 25% de proprietários há mais de 12 meses e 10% de compradores nos últimos 12 meses. A maioria (61%) declarou pertencer ao gênero masculino, ante 39% que responderam pertencer ao gênero feminino.

Fonte: Valor Investe

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